quarta-feira, 17 de novembro de 2010

TREINANDO A MOTRICIDADE


Antes de a criança começar a escrever, ela precisa treinar a sua motricidade fina.
Realiza trabalhos de pinturas onde elas possam explorar diferentes tipos de objetos como lápis de cor, pincéis entre outros, é uma boa dica para que elas possam ir aprendendo a utilizar o lápis na hora de escrever.
Outra dica importante é começar utilizando espaços de escrita maiores que as folhas de oficio, assim a criança não precisa delimitar o que ela quer desenhar ou escrever, elas podem assim começar a aprender a explorar criativamente de uma maneira divertida os espaços que ela pode utilizar. Começar a usar espaços maiores e ir diminuindo aos poucos ate chegar ao tamanho da folha oficio, faz com que a criança se sinta mais facilidade na hora de se expressar criativamente.
A CRIANÇA E SUAS FANTASIAS


As crianças usam a imaginação na hora do brincar para elaborar seus personagens, as fantasias tornam a brincadeira mais real.
No mundo da fantasia meninos e meninas podem ser o que quiserem, bruxas, princesas, heróis, entre outros.
Esse é o primeiro processo de construção de histórias próprias que as crianças vivenciam.

A CRIANÇA E SEUS JOGOS


"A criança que brinca investiga e precisa ter uma experiência total que deve ser respeitada. Seu mundo é rico e, em contínua mudança, inclui um intercâmbio permanente entre fantasia e realidade. se o adulto interfere e irrompe em sua atividade lúdica, pode perturbar o desenvolvimento da experiência decisiva que a criança realiza ao brincar.
Não são muitos os brinquedos de que necessita para esta atividade, pelo contrário, se eles forem em demasia, podem estancar e confundir a criança em suas experiências.
Não precisa também de grandes espaços, mas sim de um recinto próprio do qual se sinta dona." (ABERASTURY, 1992, p. 55)


"A entrada no colégio modifica profundamente o mundo do brinquedo. As letras e os números convertem-se em brinquedos para as crianças. A curiosidade pelo conhecimento é a continuação da curiosidade que sentiram pelo mundo circundante até os cinco ou seis anos.
Com a aprendizagem escolar aparecem novos jogos em que se combinam as aptidões intelectuais e a sorte." (ABERASTURY, 1992, p. 68)


ABERASTURY, Arminda. A criança e seus jogos. 2ª edição. Porto Alegre - RS. Artes médicas, 1992.

Da hora da brincadeira e da aprendizagem para uma nova concepção sobre o papel do brincar


ANTUNES, Celso. Educação Infantil Prioridade Imprescindível. 4ª edição, Petrópolis - RJ: Vozes, 2006.

A importância do lúdico na alfabetização





CUNHA, Nylse Helena Silva. Brinquedo, linguagem e alfabetização. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

Iniciando nossas pesquisas com uma reflexão

Alfabetização sem receita e receita de alfabetização

Receita de alfabetização
Pegue uma criança de 6 anos e lave-a bem. Enxágüe-a com cuidado, enrole-a num uniforme e coloque-a sentadinha na sala de aula. Nas oito primeiras semanas, alimente-a com exercícios de prontidão. Na 9ª semana ponha uma cartilha nas mãos da criança. Tome cuidado para que ela não se contamine no contato com livros, jornais, revistas e outros perigosos materiais impressos.
Abra a boca da criança e faça com que engula as vogais. Quando tiver digerido as vogais, mande-a mastigar, uma a uma, as palavras da cartilha. Cada palavra deve ser mastigada, no mínimo, 60 vezes, como na alimentação macrobiótica. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos.
Mantenha a criança em banho-maria durante quatro meses, fazendo exercícios de cópia. Em seguida, faça com que a criança engula algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não embolar.
Ao fim do oitavo mês, espete a criança com um palito, ou melhor, aplique uma prova de leitura e verifique se ela devolve pelo menos 70% das palavras e frases engolidas. Se isso acontecer, considere a criança alfabetizada. Enrole-a num bonito papel de presente e despache-a para a série seguinte.
Se a criança não devolver o que lhe foi dado para engolir, recomece a receita desde o início, isto é, volte aos exercícios de prontidão. Repita a receita tantas vezes quantas forem necessárias. Ao fim de três anos, embrulhe a criança em papel pardo e coloque um rótulo: aluno renitente.

Alfabetização sem receita

Pegue uma criança de 6 anos ou mais, no estado em que estiver, suja ou limpa e coloque-a numa sala de aula onde existam muitas coisas escritas para olhar e examinar. Servem jornais, livros, revistas, embalagens, propaganda eleitoral, latas vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim, vários tipos de materiais que estiverem a seu alcance. Convide as crianças para brincarem de ler, adivinhando o que está escrito: você vai ver que elas já sabem muitas coisas.
Converse com a turma, troque ideias sobre quem são vocês e as coisas de que gostam e não gostam. Escreva no quadro algumas das frases que foram ditas e leia-as em voz alta. Peça às crianças que olhem os escritos que existem por aí, nas lojas, nos ônibus, nas ruas, na televisão. Escreva algumas dessas coisas no quadro e leia-as para a turma.
Deixe as crianças cortarem letras, palavras e frases dos jornais velhos e não esqueça de mandá-las limpar o chão depois, para não criar problema na escola.
Todos os dias, leia em voz alta alguma coisa interessante: historinha, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhações.
Mostre alguns tipos de coisas escritas que elas talvez não conheçam: um catálogo telefônico, um dicionário, um telegrama, uma carta, um bilhete, um livro de receitas de cozinha.
Desafie as crianças a pensarem sobre a escrita e pense você também. Quando elas estiverem escrevendo, deixe-as perguntar ou pedir ajuda ao colega. Não se apavore se uma criança estiver comendo letra: até hoje não houve caso de indigestão alfabética. Acalme a diretora se ela estiver alarmada.
Invente sua própria cartilha. Use sua capacidade de observação para verificar o que funciona, qual o modo de ensinar que dá certo na sua turma. Leia e estude você também.

Bibliografia: CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e Letrar: um diálogo entre a teoria e a prática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. p.132-133

Falando um pouco sobre Projeto de Aprendizagem...

Estamos desenvolvendo um Projeto de Aprendizagem, mas afinal o que é Projeto de Aprendizagem?

Projeto de Aprendizagem é quando a temática estudada surge das necessidades e curiosidades dos alunos. Este é um projeto realizado para APRENDER. E a partir do seu conhecimento prévio o aluno vai se movimentar, interagir com o desconhecido, ou com novas situações, para se apropriar do conhecimento, ou seja, existe construção de aprendizagem, de conhecimento.
Num Projeto de Aprendizagem, de quem são as dúvidas que irão gerar o projeto?
Bom, dos próprios estudantes, de suas dúvidas e indagações.

Como se inicia um projeto para APRENDER?
Primeiramente devemos fazer um levantamento das certezas provisórias e das dúvidas temporárias dos alunos. E por que será temporárias? Pois através da pesquisa, da indagação, muitas dúvidas tornam-se certezas e certezas transformam-se em dúvidas, ou então geram outras dúvidas, que também são provisórias e temporárias. Inicia-se assim, as negociações, as trocas do processo de aprendizagem, onde a cada ideia, a cada descobeta os caminhos de busca e as ações do projeto são replanejadas.
Existem diferentes caminhos que podem levam à elaboração de um Projeto de Aprendizagem, e inventando e decidindo os alunos/autores vão ativar e sustentar sua motivação, sua curiosidade. Mas para tanto, os professores devem auxiliar os alunos para:
- Decidir critérios de julgamento sobre relevância em relação a determinado contexto.
- Buscar/localizar/selecionar/recolher informações.
- Definir/escolher/inventar procedimentos para testar a relevância das informações escolhidas em relação aos problemas e às questões formuladas.
- Organizar e comunicar o conhecimento construído.
"Estamos desenvolvendo um Projeto de Aprendizagem, construindo CONHECIMENTOS, através de pesquisas, indagações, discussões com colegas. Muitas dúvidas estão tornando-se certezas e certezas estão se transformando em dúvidas. Isso é muito bom, e nos motiva a cada vez APRENDER mais e mais."

Sugestão de leitura: "Aprendizes do futuro: as inovações começaram!



http://mathematikos.psico.ufrgs.br/textos/aprender.pdf